Osteoporose

Os ossos estão em constante processo de renovação e possuem células encarregadas por reabsorver as partes envelhecidas e outras, cuja função é produzir novos ossos. Esse processo é permanente e constante, o que possibilita a reconstituição do osso.

Porém, com o tempo, naturalmente acontece um desequilíbrio entre formação e reabsorção óssea; ou seja, a absorção das células velhas aumenta ao passo que a formação de novas células diminui, o que resulta na desmineralização, tornando os ossos mais porosos e frágeis, aumentando, assim, o risco de fraturas. Perdas mais brandas dessa massa óssea caracterizam a osteopenia. Já as perdas maiores, a chamada osteoporose, são mais graves e podem resultar em fraturas espontâneas.

Segundo o National Health Institutes, a osteoporose é uma doença caracterizada por resistência óssea comprometida, o que se entende por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do osso, levando a aumento da fragilidade óssea e, por isso, o risco aumentado de fratura.

FATORES DE RISCO

– História familiar da doença;

– Mulheres de pele branca, baixas e magras;

– Idade avançada > 65 anos;

– Problemas Hormonais;

– Medicamentos à base de cortisona e de tratamento da epilepsia;

– Alimentação deficiente em cálcio e vitamina D;

– Baixa exposição à luz solar

– Imobilização e repouso prolongados;

– Sedentarismo;

– Tabagismo;

– Consumo de álcool;

– Algumas doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas.

SINTOMAS

Trata-se de uma doença de instalação silenciosa. Nos estádios iniciais não existem sintomas. Com o avanço da doença, os problemas mais comuns são as fraturas das vértebras por compressão, provocando dor e sensibilidade óssea, diminuição da estatura e aumento da cifose dorsal. É comum também fraturas do colo do fêmur, punho (ossos do rádio) e costelas. A dor está diretamente associada ao local em que ocorreu o desgaste ósseo ou a fratura.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da osteoporose é realizado por meio do exame de densitometria óssea. Ele possibilita medir a densidade mineral óssea na coluna lombar e no fêmur para comparar com valores de referência pré-estabelecidos. A partir dele, é classificada a perda óssea em normal, osteopenia, osteoporose e osteoporose avançada. É definido quando existe a perda de 25% de massa óssea em relação a um adulto jovem.

TRATAMENTO

A osteoporose pode ter diferentes causas e, sendo assim, torna-se indispensável determinar o que provocou a condição antes de propor o tratamento, que tem por objetivo retardar ou interromper a perda óssea, evitar fraturas, diminuir a dor (quando existente), e manter a função das articulações acometidas. Alguns medicamentos específicos são indicados, uma vez que podem aumentar a absorção do cálcio e a sua deposição nos ossos, além da suplementação de cálcio e vitamina D.

Indicações para exercícios regulares funcionam como complemento ao tratamento. Estes podem vir a reduzir a probabilidade de fraturas ósseas em pessoas com osteoporose. Atividades como caminhar, pedalar, nadar, correr e, especialmente, os exercícios com pesos são fundamentais para manter o tónus muscular e prevenir a osteoporose.

Paralelo ao tratamento, a dieta diária deve incluir alimentos ricos em cálcio e vitamina D, pois isso ajuda a garantir a recomposição da estrutura óssea. Uma vez que o corpo fabrica vitamina D quando exposto à luz solar, recomenda-se também que as pessoas se exponham de 10 a 15 minutos à luz do sol três vezes por semana.

Vale ressaltar que a maioria das fraturas provocadas pela osteoporose surge depois de uma queda ou de um pequeno traumatismo. Portanto, para evitar isso, é muito importante corrigir hábitos e atitudes principalmente em casa, local onde ocorre um grande número de quedas. A redistribuição dos móveis e o cuidado com os tapetes são algumas das medidas que podem ser adotadas para inibir a possibilidade desses “pequenos” acidentes.

PREVENÇÃO

Sendo assim, a prevenção envolve, três recomendações básicas: adotar uma dieta saudável e bem balanceada com ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, exposição solar em períodos curtos mas regulares e fazer atividade física regularmente.

Tratamentos benéficos para esta patologia:

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