Fibroses

Na cadeia evolutiva, o ser humano perdeu a capacidade de regenerar tecidos, passando a cicatrizá-los. Após um traumatismo ou dano em qualquer tecido (pele, músculo, osso, etc), o organismo humano não regenera, ou seja, não produz um tecido igual ao que foi lesado, ele cicatriza, produz um tecido diferente ao original para restaurar o dano sofrido. É como se um elástico se rompesse ao esticarmo-lo e, para o concertarmos, unimos as duas porções através de um nó. Quando precisarmos de o esticar ao máximo, este não irá ter tanta distensibilidade e terá ainda uma maior facilidade de se voltar a romper.

Sendo a cicatriz um tecido diferente do original, ela não tem a mesma elasticidade, maciez e textura, comportando-se diferentemente quando tracionada, submetida à tensão, etc. Desta forma, as cicatrizes, podem doer em mudanças de tempo ou quando esticadas, pois não se adaptam da mesma forma dos restantes tecidos e têm inervação e vascularização também diferentes.

A fibrose nada mais é do que a cicatriz interna, o principal problema no que toca à alteração da mobilidade e funcionalidade da área onde se encontra.

Mesmo se presente, uma fibrose nos estádios iniciais (14 a 21 dias da lesão ou cirurgia) é muito mais facilmente tratada e resolvida do que a fibrose antiga, já endurecida e espessa. Quanto mais precocemente tratada, maior a probabilidade de sucesso.

Em função do anteriormente mencionado, refere-se que a fibrose, apesar de ser inevitável, pode ser muitas vezes moldada e, para tal, o diagnóstico deve ser precoce, o que torna o acompanhamento pós-cirúrgico ou pós-traumático fundamental.

As fibroses podem estar presentes na maior parte dos tecidos moles do nosso corpo. Quer por uma lesão na prática de uma actividade, quer pela incisão de uma cirurgia, a cicatrização no músculo pode transformar-se numa fibrose cicatricial. Quando a fibrose se forma no músculo, este torna-se mais vulnerável a uma nova lesão. A maior vulnerabilidade decorre principalmente da perda de flexibilidade.

O diagnóstico da fibrose é feito principalmente através da avaliação à qualidade do tecido pelo fisioterapeuta quando esta é mais superficial e/ou através de uma ecografia sendo que a sua identificação é fundamental para o tratamento. Quando ocorre uma lesão muscular, o tratamento de fisioterapia é fundamental para que a lesão não forme uma fibrose cicatricial e comprometa tanto a força como a flexibilidade do músculo e desenvolva uma sequela no corpo através de uma desequilíbrio muscular.

TRATAMENTO 

A mobilização em meio aquático a uma temperatura terapêutica e relaxante assim como a massagem e as técnicas de terapia manual realizadas pelo fisioterapeuta serão a chave para evitar que os efeitos restritivos de uma fibrose se instalem ou para reduzir as consequências de uma fibrose mais antiga.

Tratamentos benéficos para esta patologia:

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